terça-feira, 16 de novembro de 2010


O isocianato de metila era uma molécula muito interessante na indústria química mundial por substituir os CFC´s, conhecidos por serem responsáveis pela destruição da camada de ozônio. Sua alta toxicidade no entanto era desconhecida ou pouco conhecida, o que também determinou grande impacto pela falta de tratamento a essa espécie.

Do ponto de vista toxicológico, o isocianato de metila pode agir por via inalatória ou pelo trato gastro-intestinal. Na primeira hipótese, o gás entra pelo pulmão e cai diretamente na corrente sangüínea, proporcionando toxicidade mais elevada do que na segunda hipótese, na qual a substância precisa ser primeiramente dissolvida na saliva para depois ser ingerida e caminhar até ser absorvida pelo duodeno e entrar na circulação sangüínea. Na verdade, essa substância não é o agente tóxico; há uma reação entre a s-glutationa e o isocianato de metila, que gera um produto chamado n-benziloxicarbonil-dimetilester. Este sim é agente tóxico, já que desnatura as estruturas secundárias e terciárias das enzimas ao reagir com os radicais sulfidrilas em aminoácidos do tipo cisteína. As enzimas perdem sua função biológica e levam o indivíduo à morte em poucas horas.

Fisiologicamente, há obstrução dos bronquíolos levando a sufocamento, náuseas, vômito, dor abdominal, hemorragia, aborto, fraqueza, tremores, perda de audição, vertigem e coma. É uma substância altamente tóxica, figurando entre as 20 mais tóxicas que se tem conhecimento.

Acreditava-se que ao se liberar o gás, o mesmo em contato com a água se decomporia em dois produtos inertes e estáveis. Porém, não foi o que aconteceu e coloca-se a culpa nos dois operários que manuseavam a válvula de segurança no momento do acidente. É como aquela frase que foi usada recentemente no acidente do vôo JJ3054 da TAM: "morto não se defende".

Na vigésima nona conferência da F.A.O (órgão das Nações Unidas para a agricultura e alimentação), levantou-se a importância do fato de que o desenvolvimento tecnológico e de práticas de plantio e criação animal para as zonas rurais ao redor do mundo; devem, antes de tudo, terem a preocupação primordial com a sustentabilidade do meio ambiente. Estabelecer parâmetros, normas e procedimentos para que os agricultores e qualquer outra empresa que se dedique a esse tipo de atividade tenha a consciência de que o uso sustentável dos recursos naturais disponíveis no ambiente em que atuam, tem de ser encarado como a única forma de progresso possível. E por razões muito simples. Os problemas advindos da exploração indiscriminada dos recursos naturais e das práticas predatórias em determinadas culturas; pode em muito pouco tempo, inviabilizar o uso de terras e a extração desses recursos naturais.

As conseqüências disso para o planeta seriam previsíveis e dramáticas: Fome, guerras, devastações e o genocídio de populações inteiras. A sustentabilidade do meio ambiente deve sempre ser a meta buscada por qualquer indivíduo ou grupo que necessite de recursos naturais para sobreviver. E isso é um fato que não admite contestação.

Incorporar a premissa de respeito à natureza e do uso sustentável dos recursos naturais, deve ser um trabalho constante e doutrinário frente às populações que habitam ou que trabalham nos campos e áreas rurais. Trabalhar para manter a biodiversidade local e evitar a erosão que destrói as áreas cultiváveis, além de ser economicamente viável, representa manter, por muito mais tempo, a terra em condições de gerar riquezas e de prover o sustento das populações que dela dependem. Reciclar os dejetos oriundos das criações animais e dos refugos das plantações, deve ser encarado não como custo ou gasto “a mais”; mas sim como uma excelente oportunidade de gerar toda ou parte da energia necessária para executar as atividades econômicas a que se propõem e também como fonte de fertilizantes baratos e totalmente gratuitos o que sem dúvida alguma, representará um salto na lucratividade de qualquer propriedade rural.

Garantir a sustentabilidade do meio ambiente é garantir, antes de qualquer coisa, que a fome, a pobreza e a miséria estarão afastadas definitivamente e, com isso, terminará a dura realidade que força as pessoas a praticar a exploração predatória dos recursos disponíveis em determinadas áreas. Pois só com uma situação de vida regular, os habitantes de uma determinada região poderão tornar-se permeáveis as “novas idéias”.

Levantar a bandeira da sustentabilidade do meio ambiente e promover nas comunidades rurais o pensamento de que essa é a única forma viável de manter suas atividades econômicas em condições de gerar riquezas por muito mais tempo e de forma continuada. São os desafios mais pungentes dos governos e das organizações ambientais dos tempos atuais. O aquecimento global e o desequilíbrio que provocam a aparição de pragas e de catástrofes climáticas passam com toda certeza pelo desrespeito e por más práticas em relação ao meio ambiente e aos processos adotados em nossas lavouras e criações.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Representação gráfica de como serão as estruturas acima citadas.


  • Uma fábrica iniciou a produção de uma espécie de "madeira plástica" que será utilizada em construções. Ela é feita a partir de uma mistura de plásticos de embalagens descartáveis com fibras vegetais, provenientes de cocos e até mesmo tapetes. A mistura leva ainda borra de café.

    Ela é prensada a uma temperatura de 200ºC e se parece muito com a madeira comum em seu aspecto. A vantagem é que é muito mais durável por possuir plástico em sua composição e não necessita de envernizamento constante. Além disso, é uma ótima maneira de se reutilizar todo o plástico que se tornaria lixo e contribuiria para a poluição do meio ambiente.

  • Cresce a cada dia o número de empreendimentos imobiliários que utilizam itens de sustentabilidade em suas construções. São os "Eco-imóveis".

    Aqui no Rio, por exemplo, há vários condomínios sendo construídos que farão coleta seletiva e utilizarão fontes alternativas de energia, além de serem decorados com plantas e outras paisagens naturais. Há inclusive prédios que já contarão com tubos por onde o óleo de cozinha será diretamente despejado e coletado para reciclagem.

    Outros investem nos chamados "telhados ecológicos" (ou telhados verdes), os quais contam com vegetação plantada no topo dos edifícios, a qual diminui significantemente a temperatura sem o uso de refrigeradores. Com relação a água, há captação de água de chuva, reduzindo os custos; e há a recaptação de água utilizada, em torneiras, a qual pode ser utilizada para dar descargas, lavar carros, quintais, regar plantas, etc.
Todas as novidades citadas acima mostram, mais uma vez, que a capacidade criativa do ser humano é enorme e somos "SIM" capazes de contornar os problemas ambientais atuais. Basta acreditarmos nessa capacidade e mudarmos um pouquinho só os nossos hábitos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Sustentabilidade Ambiental com Consumo Verde

Por volta dos anos de 1990, um termo começou a ser muito mais freqüente na mídia e em todas as conversas sobre os problemas ambientais que começavam a ser muito mais seriamente sentidos em toda parte do planeta. Assim, a sustentabilidade ambiental começa a ser debatida com maior freqüência por cientistas e pessoas ligadas à preservação do meio ambiente e que percebem que o atual ritmo de degradação e consumo dos recursos ambientais acabará tornando inviável a permanência do homem sobre a face do planeta.

Com a criação de fóruns e a ampliação do debate, começa a surgir à figura do consumidor verde. Um grupo de pessoas que, mesmo não integrando essas entidades; pode perceber a importância de estabelecerem-se regras para um consumo mais responsável e sustentável. Dentro de uma doutrina quase voluntária, os consumidores verdes começam a influenciar a forma como as grandes empresas de setores historicamente poluentes fabricam e encaram a venda de seus produtos. Ações capazes de diminuir ou igualar os impactos ambientais causados pela produção desses produtos começam a ser exigidas por essa nova “onda” de consumidores conscientes como forma de justificar a venda e a compra desses produtos. Ficar ”de fora” representa estar “ao lado do mal”; e pode também significar perda desse mercado formado, em sua grande maioria, por pessoas de bom poder aquisitivo. Desta forma, o “consumo verde” acaba agindo como um organismo independente e não ligado a nenhuma entidade governamental; regulando o mercado.

Contudo, apesar de representar um começo, essa regulamentação do mercado feita pelo indivíduo e pelo “consumo verde”, não é capaz de reverter o processo de degradação e de dilapidação acelerada dos recursos naturais do planeta. Só ações em grande escala, bancadas por governos ou por entidades internacionais é que serão capazes de frear de forma consistente o atual ritmo da degradação ambiental que experimentamos hoje. Garantir a sustentabilidade ambiental hoje, passa pela soma de ações individuais e globais, tanto de pessoas engajadas em movimentos conservacionistas quanto na implementação de políticas internacionais para a criação da consciência ambiental em empresas e nas nações da terra.

Desta forma, temos na política de consumo sustentável e responsável uma forma efetiva de criação da consciência ambiental em empresas e como fonte de pressão constante para políticos e governantes em geral. Atuando como uma base importante na criação de normas cada vez mais rígidas que permitam a punição de abusos e a demarcação clara de limites e parâmetros a serem seguidos na exploração de recursos naturais. E nisso consiste o principal desafio para garantir a sustentabilidade ambiental. Pois mudar a visão governamental e garantir a implementação dessas políticas que possibilitarão a redução de forma objetiva dos abusos e das ameaças a aplicação da sustentabilidade ambiental; é uma tarefa lenta e trabalhosa. Que deve vencer a resistência de inúmeros setores produtivos e de políticos que os representam.

Formar esse novo paradigma e essa nova consciência e o desafio a ser vencido pelas gerações atuais e pelas próximas. Sem que o sucesso chegue para coroar essa meta ambiciosa, o prognóstico para a vida em nosso planeta é sombrio.