sexta-feira, 2 de julho de 2010

Com o pé atrás, Rogério Lourenço elogia Leandro Amaral


Zico já anunciou que fez um acordo pela recuperação de Leandro Amaral, que passou a treinar sob supervisão profissionais rubro-negros para recuperar-se fisicamente após a conturbada lesão no joelho direito. Na última quinta-feira, Rogério Lourenço comentou a situação do atacante. Para o treinador, só vale a pena contar com ele no Flamengo se realmente estiver bem fisicamente.

Leandro Amaral, que completará 33 anos em agosto, submeteu-se, em 2009, a uma artroscopia no joelho direito, cuja previsão inicial dos médicos era de retorno em cerca de um mês. Mas por conta de uma infecção causada por um fungo (Candida Albicans), o tratamento durou seis meses (sendo dez dias de internação e seis semanas com um cateter para receber fortes antibióticos). Por conta disso, ele está sem jogar desde julho do ano passado e precisa se recondicionar fisicamente.

Zico se sensibilizou com o caso e acertou com o atacante para ele passar por um período de treinos de 30 dias. Se conseguir mostrar evolução e que consegue jogar em alto nível novamente, aí o Flamengo acerta um contrato profissional com ele. Foi justamente sobre isso que Rogério Lourenço comentou na última quinta-feira, em Itu. Para o treinador, a capacidade técnica do atacante é indiscutível, mas ele só poderá ser aproveitado se conseguir jogar como antigamente.

- Ele vem fazendo um trabalho à parte, não vinculado ao Flamengo. Nós temos uma boa equipe de recuperação que pode ajudar nesse sentido. Óbvio que o Leandro Amaral estando bem é um jogador que todo mundo quer. Mas hoje o futebol exige que o jogador esteja 100%, independentemente de idade, de qualificação... Só assim para ele render – disse Rogério.

Caso Bruno: Eliza Samudio passou da euforia à depressão


A entrevista publicada no caderno de esportes do EXTRA uma semana após ter sido gravada no quarto do Hotel Transamérica ganhou o noticiário nacional. Pronto: Eliza Samudio saíra do anonimato e, agora, era uma “celebridade” por conta do filho que carregava no ventre. Gostou do material publicado (texto, foto e vídeo) na terça-feira, 25 de agosto, e no início da tarde daquele mesmo dia já ligava para a redação do jornal narrando a reação do goleiro Bruno, a quem creditava a paternidade.

— Ele ligou me xingando de tudo quanto é palavrão. Disse que agora mesmo é que eu estou f..... e que vou ter que provar que o filho é dele — contou, parecendo ao mesmo tempo arrependida e provocada. — Ele que se cuide. Deus está vendo. Viu só como ele está falhando? — perguntou Eliza, referindo-se à participação do goleiro do Flamengo nas derrotas para o Cruzeiro (1 a 2) e para o Avaí (3 a 0) pelo Campeonato Brasileiro.

A revelação pública da gravidez indesejada pelo famoso goleiro fez Eliza ser procurada por emissoras de TV, outros jornais, rádios, sites, amigas, jogadores e outros mais, que nem ela sabia explicar de onde surgiram. Mas, com o passar dos dias e sem ter visto entrar um mísero tostão na conta, vieram medo e incertezas. As ameaças do goleiro se tornaram mais frequentes, e as primeiras retaliações já ocorriam.

— Ele disse que, se eu continuar dando entrevistas, vai acabar com a minha raça. Eu disse que foi a única maneira de fazer com que ele me atendesse. Só quero que reconheça a paternidade e me ajude a cuidar do filho. Não soube fazer? Agora, tem de ajudar a cuidar. Não tenho condições de fazer isso sozinha. Ele disse que, se eu não falar mais nada, ele vai vir aqui falar comigo. Vamos ver — contou, esperançosa.

Pelo tom amargurado das palavras, a esperança de Eliza parecia vir mais da necessidade do que propriamente da expectativa de que as coisas chegassem a bom termo. Embora não assumisse, sua fala transmitia a desesperança comum aos que veem o presente miserável e o futuro desgraçado. Só quando provocada é que Eliza dava o tom de gravidade.

— Vocês não conhecem ele! — disse, em resposta à tentativa do repórter em desmistificar a possibilidade de o jogador vir a fazer qualquer coisa que colocasse em risco a sua integridade física:

— Ele é capaz de qualquer coisa! Estou sem um tostão para comer, sem ter como comprar remédios para a gravidez e não tenho nem como voltar para casa. Não tenho nem como trabalhar. Estou vendo se uma amiga me ajuda, estou f...

Pela primeira vez, sentimos que o próximo contato de Eliza Samudio com o jornal seria tratado por um repórter da editoria de Polícia.

Não estávamos errados...